segunda-feira, abril 16, 2007

Vida de Grávida...

Há três semanas, por altura do raly decidi aventurar-me com o meu pai até ao Algarve. Ele e o Hugo foram ver o rally, eu e a minha mãe fomos fazer "piscinas" praia acima praia abaixo a ver as vistas. No Domingo de regresso é que foi o delas, quando comecei com contracções que teimavam em não parar e até chorei de remorsos. Na segunda como já não me doia nada fui trabalhar na mesma, mas por pouco tempo porque a meio da manhã até já coxeava. Preocupada liguei à minha médica que me mandou para a cama (outra vez), depois de chorar baba e ranho e fazer resistência, lá decidi ir para casa.
Como sou teimosa ainda fui ao hospital para tirar as dúvidas do veredicto ao telefone, pois qualquer réstia de esperança de não ter que voltar à cama, era uma esmolinha, escusado será dizer, que lá também me mandaram para a cama.
E lá fui eu inconsolável pelo tédio de não ter nada para fazer.
A ajudar á festa, chegou o fim de semana da Páscoa, (que eu à dias programava ir ao norte ver a minha avó), e foram todos menos eu que fiquei de clausura. Menos mal que a minha ama seca e enfermeira pessoal era a Esmeralda que está habituada a mim e eu a ela desde os tempos em que lhe esvaziava os armários todos (para brincar) quando lá ia a casa. Bons Tempos...

A minha presença acabou por lhe dar jeito também a ela porque colaboráva-mos mutuamente com as nossas mazelas (eu meia acamada, sem poder fazer grande esforço e ela com um catéter na mão, graças à ameaça de uma pneumonia, que agora deixou de ameaçar e instalou-se de vez) portanto ela fazia o que eu não podia e vice-versa. Acabou por ser gira na mesma a minha Páscoa, mas também pouco educativa graças à "Maria Propiça" (esta parte é código e só as tibitas e mais alguns é que percebem) mas é melhor assim... porque então teria que falar no Manel P... e isso já era abadalhocar o conteúdo deste blog.

No dia de Páscoa o meu novo rebento, teve direito com antecipação às amêndoas da Páscoa (na verdadade eu sempre tive muito jeito para escolher padrinhos aos meus filhos, são sempre os mais prestimosos (aqui incluem-se todos)).

E então este Padrinho e esta Madrinha que ainda não estão no activo, no termo concreto da palavra, ofereceram esta linda Joaninha caixa de música. (que ainda não sabemos se gostou, mas que pelo menos passou no controlo de qualidade das irmãs, e este é um controlo do mais apurado que existe)



P.S: Esta última frase tem um enigma mas penso que a pessoa em causa vai descobri-lo depressa...



Passada a Páscoa voltei a casa, e decidida a afastar o tédio andei ali a inventar umas papoilas em miniatura para pôr nos cabelos das minhas filhas no dia da Festa dos Tabuleiros (sou uma mãe muito prestimosa, eu...)

No sábado a Sandra lá teve pena de mim e trouxe-me 3 babetes para bordar, mas como eu não tenho literalmente nada para fazer, em 24h horas dei cabo deles (e estão lindos de morrer)

O que é que são 3 babetes para mim, tudo o que seja menos de 10 babetes e 10 fraldas, são para mim mero passatempo.
Hoje, hoje é um grande dia para mim (a minha mãezinha que não me leve a mal), mas hoje é o dia em que vou começar a carregar as minhas tralhas para casa (não cheguei a alugar o camião TIRE, mas quase), e isto quer dizer que o Renato está para chegar e isso é uma boa noticia.
Agora é que a minha mãe vai gozar a aposentação (lindo este termo), sem a filha quase acamada e a parafernália do dia a dia, do leva e trás da inês e da bárbara, que ele é escola e infantário, é dança e inglês é escuteiros e catequeses, que é um sem fim de andanças. E para quem foi mãe de crianças à vinte e tal anos estava um pouco desactualizada, que no meu tempo não havia nada disto.
Em compensação o paizinho que vem agora dos ares calmos da Dinamarca, é que vai ver como elas doiem, sim porque isto de parecer que eu só ando de carro para trás e para a frente é pura ilusão, Boa Sorte Meu Querido, para a tua vinda às lides domésticas e infantis, que eu cá vou continuar no meu repouso, a ganhar mofo...

terça-feira, março 27, 2007

Olhar de filha!!!


A bonequinha da esquerda, sou eu no ponto de vista da minha pequena Bá.
Antigamente fazia-me sempre magrinha, agora sabe-se lá porquê, sou uma autêntica circunferência ao seu olhar.
O bonequinho ao lado, é o papá, note-se, bem caracterizado com a falta de cabelo, os pequenos pontinho que mal se veêm na sua cabeça, é um daqueles dias em que o pai tem "picos na cabeça" e ela detesta.
A bola ao lado do pai é o bolo dele (mas ainda não percebi o que estaremos a comemorar).
Os rabiscos acima são uma breve descrição (no seu alfabeto, claro) do desenho.
E depois de um dia de trabalho, chegar a casa e receber esta prenda, faz-me de facto agradecer o facto de ser mãe.
Por coisitas assim cada vez mais me convenço que as crianças despertam o melhor de nós...

terça-feira, março 06, 2007

O Regresso

Depois de mais de um mês sem escrever, cá estou eu novamente. Este mês não foi fácil. Comecei os 1.º dias a esticar-me com um fim de semana em Évora a calcurriar Km. O resultado foi um descolamento na placenta que me faz estar em casa há 5 semanas. As duas primeiras estive mesmo acamada mas nestas últimas tenho estado só enclausurada. Neste tempo todo fui à rua 1 vez para votar, 2 ao médico, 1 à estação despedir-me do Renato e ontem que fui fazer uma ecografia. Ia cheia de medo que estivesse alguma coisa mal com o meu bébé novo mas felizmente estava tudo bem, apesar de não ter deixado ver a transluscência da nuca mas que a médica diz para não me preocupar. Também ia com esperança que abrisse as pernocas e deixasse ver o resto, mas nada... Foi um grande alivio saber que estava tudo bem depois das 1500 coisas que me aconteceram numa gravidez que só tem 13 semanas e 5 dias, e que por ser a minha 3.ª devia levá-la com uma perna às costa. Em principio 2.ª feira vou voltar ao trabalho e à minha vidinha normal que já faz falta, e estou a ficar gorda que nem um texugo e alguma coisa tem que parar isto. Nesta altura do campeonato já uso a bela da roupinha de grávida, que por acaso até me fica a matar mas quando chegar ao fim da minha maratona devo andar a rebentar pelas costuras.......






































































































quarta-feira, janeiro 31, 2007

Mãe Sofre...


Agora que já vou no meu 3.º filho, toda a gente deve pensar que faço isto com uma perna às costa!
Pois enganam-se pelos visto quanto mais experiencia maior é também o sofrimento que passo. Se da Inês tinha alguma azia que me incomodava bastante, da Bá além da azia vieram os vómitos matinais. Agora à 3.º além da azia, e vómitos matinais, prolonga-se por todo o dia e aqualquer hora e sitio (o que se torna bastante desagradável) os meus chamamentos ao famoso Gregório. E todos os dias parace com tendência a aumentar, hoje mesmo já foram 3 sofridas vezes...
Além de ter que me preocupar comigo nestas condições deploráveis tenho ainda que combater o psicológico da minha Bá, que anda aflita com algo que nos aconteça (a mim e ao bébé, claro).
Antes de ontem logo após o jantar, lá fui eu direta à casa de banho para uma das minhas sessões: O Renato e a Inês jantavam descansadamente e a minha Bá coitadinha fazia piscinas entre a cozinha e a casa de banho. Chegava a casa de banho e dizia: Ai mãe! Voltava para a cozinha e dizia: A mãmã vomita, vomita e o bébé ainda sai! Eu conforme ouvia aquilo não sabia se estava mais aflita com a minha sina ou com a aflição dela que achava que o mano (a) ia sair directamento num vómito. O pai nem a ouvia e o que o preocupava era não consegui jantar com a música de fundo e a irmã entretinha-se a imitar-me armada em engraçada.
E a coitada a pensar que a qualquer momento o bébé podia ir pela sanita abaixo. Assim que me acalmei lá lhe expliquei calmamente que isso não era possivel e penso que ela compreendeu.
Mais uma vez constatei que as crianças têm uma imaginação extraordinária...
Mudando de assunto hoje convidámos oficialmente o padrinho do Martim/Matilde, foi por mail, para a supresa ser maior....
Esperamos pela resposta em breve...

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Cá está ele(a)

Definitivamente este ano não começõu da melhor maneira, depois de descobrir que estava grávida e até já aceitar a situação com grande alegria, começo com perdas de sangue, que me levaram ao hospital e que a médica depois de observar garantiu estar tudo bem e para apenas fazer repouso uns dias. Pelo sim pelo não no dia seguinte decidi ir ao obstetra onde já fui seguida da última vez e aí começou a semana mais comprida da minha vida. O Dr. fez-me uma eco e diz-me assim de repente sem estar á espera que não via lá nada. Eu bloqueei e só perguntava não vê nada como? Então ou ainda é muito pequeno ou é uma gravidez não evolutiva. Neste momento ia-me caindo qualquer coisa ao chão. Eu nem sabia o que isso era, já tinha ouvido falar em gravidez ectópica e outras coisas, mas nisto nunca. Sai de lá, nem conseguia falar e quando cheguei a casa deitei-me na cama em prantos. Tinha que aguardar uma semana e 1 dia para saber se a coisa andava ou não. Fui para a net pesquisar e descobri que infelizmente muitas mulheres passam por isto todos os dias. O meu sentimento era de culpa. Culpa por ter chorado baba e ranho quando fiz o teste, culpa por ter posto a hipótese de outras "alternativas", culpa por o médico me dizer que era normal acontecer a quem toma mal a pilula. Esperei por esta semana como quem espera por ir para à forca, arrependi-me mil vezes de contar à Inês pois agora não saberia como dizer-lhe que não ia ter outro irmão(ã).
Ontem foi o dia. Perto da hora o telefone tocava de amigos ansiosos para saber novidades, para ajudar cheguei lá às 19.00 e fui atendida depois da 20.30.
Entrei no gabinete de mão dada com o Renato, o médico disse para irmos logo ver para eu ficar mais descansada. Deitei-me na maca, ele começou a eco e lá estava o meu Martim / Matilde, todo contentinho(a), enorme com 9mm, e o coraçãozinho a bater a grande velocidade. Neste momento tiraram-me 500 Kg de cima. Ainda disse ao médico que ele nem imaginava os nomes que lhe tinha chamado por me ter assustado de semelhante maneira, que estava zangada com ele e tudo. Mas no fim lá o perdoei e fizemos as pazes. Portanto à excepção,das náuseas, azia e chamamentos ao gregório diários, hoje é para mim um grande dia...

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Ano Novo Vida Nova


À exactamente um mês que não escrevo no meu blog, por muitos e variados motivos, do género nuvem cinzenta por cima da minha cabeça, que não teima em desaparecer. Tinha aliás muitas coisas que gostava de ter escrito mas que o meu estado de espírito e falta de inspiração não permitiram. No entanto, hoje, nada se aplica melhor á minha vida do que a popular expressão "Ano Novo Vida Nova", e é literalmente Vida Nova. Quem está a ver a imagem já percebeu de certo o que me aconteceu. Ontem apanhei o maior susto da minha vida! Para quem não sabe, este já é o meu terceiro. à 1.ª é bom, à 2.ª não é mau, à 3.º é um grande susto.
Depois de chorar baba e ranho no colinho da minha mãe e do meu pai, de chorar mais um bocadinho ao telefone com o Hugo que me atendeu enquanto tomava banho, e até o ouvia tremer de frio, mas sempre disposto a ajudar-me (que é para isto que servem os amigos), depois de ultrapassar os bloqueios do Renato que só dizia "não sei", e muita ponderação lá decidi aceitar. Sempre disse que o meu sonho era ter três filhos, mas não agora. Talvez nunca o relizasse, mas até que fosse um sonho, nunca se sabe. Desde já digo a todas as mulheres: Não acreditem no método do calendário, não acreditem nos preservativos.
Deixei de tomar a pilula porque este mês ia fazer um implante que me deixava completamente descansada durante três anos, mas afinal fiquei implantada foi na barriga! Preocupa-me sinceramente a questão financeira, porque no estado em que está o País só um louco põe três filhos no mundo e eu sou concerteza uma. Como diz o meu amigo Hugo, preocupa-te contigo que com o País alguém se há-de preocupar.
Desde já peço a todos os meus amigos que se me virem muito aflitinha, que me ofereçam umas latinhas de leitinho e uns pacotitos de fraldas. Já tenho alguns na lista (aqueles que nunca nos abandonam). Neste momento tenho que me preparar psicológicamente para o meu estado de graça. Não vai ser fácil voltar a ver-me de barrigão, e o parto? nem quero falar nisso.
Eu até morria se não usasse um berço que já deitou carradas de criancinhas. Já informei a dona (madrinha da Bá), da morada para o enviar, e tb lhe preguei um susto. Aliás começando por mim mesma ontem e hoje é dia de pregar sustos.
Sempre disse que não podia estender as minhas cuecas ao pé dos boxers do Renato, que isto é sempre tiro certeiro, mas por vezes esqueço-me. A minha amiga Sónia enfiada comigo na casa de banho a fazer o dito cujo, em vez de me dar apoio olhou para mim e disse: Se sabes que não podes estender as tuas cuecas ao pé dos boxers dele, porque é que insistes?
Pois.......

terça-feira, dezembro 05, 2006

As argumentações de uma avó para não ser arrastada da sua casita

Tudo começou no dia de finados, quando a minha avó foi ao cemitério, e o meu padrinho que não é lá muito certo, decidiu atropelar-lhe o pé enquanto ela tentava entrar para o carro. Claro está que não foi ao hospital, e passados três dias é que elas lhe começaram a morder! Lá foi o meu tio arrastá-la até ao médico, mas o sr. diz que ela tinha artrose. Como não melhorava foram a outros mas entre artrose e ciáticas ninguém se entendeu e não saíram dali, e quem se lixa é o mexilhão (neste caso a minha avó) que continua cheia de dores. Aliás ela está que nem pode! E não pode mesmo nada. Nem andar, nem sentar-se, nem levantar-se, etc...
No fim de semana passado fomos lá a casa visitá-la e fazer um excursão familiar (éramos só 12), ainda pensámos em alugar um autocarro mas só havia pequeno ou grande demais e então lá fomos nós numa caravana de 3 carros. Eu que no dia antes dei 500 sermões para não se atrasarem, fui logo a 1.ª a chegar tarde, que a minha Bá esqueceu-se da sua Joana, e lá voltámos para trás ainda a viagem não tinha começado. Ainda assim não fomos os últimos, que a família Jorge (pronto! parte dela) não podia deixar cair o seu prestigio em mãos alheias e até o diabo se ria se não fossem beber um cafezito antes de chegar ao local de partida.
Atrasos à parte, lá arrancamos já eram mais 10h00 que 09h00. O meu pai com a mania de pôr o pezinho no acelador, desapareceu num ápice, os outros decidiram segui-lo e quando demos por ela, a caravana éramos só nós. Isso é que nós nos ralámos! A vingança come-se fria, e por falar em comer o renato já andava a congeminar desde o dia anterior, numas sandochas de leitão que há ali no IP3, bem dito bem feito! Eu ainda não estava lá muito recomposta da minha paragem de digestão do dia anterior, mas uma sandes de leitão fala mais alto do que todas as mazelas.
Agora a parte da vingança: a 1.ª coisa que fizemos foi tirar fotos às sandochas e enviar ao pessoal que nos abandonou, passado 3 dias ainda não nos tinham perdoado. Foi a 1.º sandes de leitão que comi na vida e soube-me que nem ginjas. O certo é que eles chegaram ao destino galgados de fome e nós atrasados mas aconchegadinhos, é o que faz ser esperto (e por sinal no nosso carro, só viajavam espertinhos!) Quando lá chegámos, eles estavam a planear o contra ataque, que era esconder-nos a sopa e resto da comidinha que lá tinham, mas nós íamos tão satisfeitinhos que não lhe valeu de nada a ideia. A minha avó lá continuava toda empandeirada, mas satisfeita com a confusão e movimento lá em casa! Não há nada como o regresso a casa dos filhos, netos, bisnetos e amigos, para deixar qualquer avó satisfeita.
O fim de semana lá foi passando, com muita agitação e diversão, comida e bebida com fartura(como diz o Renato: ali come-se e descansa-se e depois volta-se a descansar e a comer, e sempre assim repetidamente), noitadas de poker e muita conversa, na mesa das brasas da minha avó (que maravilha), e algum passeio. Eu pessoalmente sai pouco mas vi a coisa mais fantástica que já tinha visto em toda a minha vida (uma Santa dentro de um extintor) sim, sim foi mesmo isso que vi à porta do quartel dos bombeiros da aldeia ao lado da nossa. Tirámos uma foto mas ainda não dá para pôr hoje, mas prometo que assim que a tiver vou publicá-la, porque coisas destas são para partilhar com todo o mundo. Por acaso até gostava de conhecer a mente que concebeu esta ideia! E mais até vou afixar uma foto dela aqui no "meu" quartel. Quero ver a cara aqui do bombeiral. Vai ser uma moca! Talvez até a mande ao meu amigo Zé Gaio para a publicar no Jornal dele! Sim porque esta imagem é digna disso e muito mais. Então a minha mãe que só saiu de casa 1 dia para ir às alheiras fez questão da visitinha guiada para ver a afiguração. Foi lindo!!!
No sábado á tarde foi tudo para o passeio e ficámos em casa eu, o Renato, as miúdas, a minha mãe, o meu tio e a minha avó. Então sentámo-nos á volta da mesa das brasas e começámos com a difícil e árdua tarefa de convencer a Samarquinhas (nome pelo qual a minha avó é mundialmente conhecida, quando está a variar) a vir para casa connosco, pois não estava em condições de ficar ali no fim do mundo sozinha. Aqui começam as fantásticas, extraordinárias e brilhantes argumentações de uma avó, que está a ser contrariada.
Argumentações 1.ª fase:
Arg. Não posso ir por causa da apanha da azeitona.
Resp. Mas não és tu que a apanhas, é o sr. António Júlio!
Arg. Mas tenho que lhe dar os panos da Azeitona.
Resp. Dá-lhos o tio!
Arg. Mas ele pode não poder vir cá nesse dia.
Resp. Pedes à Leonor que cá venha!
Arg. Não posso abusar das pessoas.
(o meu tio interveio e disse que ia lá de certeza. 1.º problema resolvido)

Argumentações 2.ª fase:
Arg. Tenho que ir ao médico no dia 19 ao control de sangue.
Resp. Podes fazer no hospital de lá!
Arg. Mas tenho que telefonar a avisar, e é fim de semana.
Resp. Podes telefonar de lá na 2.ª que isso é só a 19!

Argumentações 3.ª fase:
Arg. Não vou caber no carro, por causa das meninas.
Resp. vais sim, que muda-se uma menina para outro carro!

Argumentação 4.ª fase:
Arg. Mas gosto da minha casa.
Resp. Nós sabemos!
Arg. Não quero ir para lá tão cedo!
Resp. Tem que ser, estás doente, ainda cais para aí e nunca mais te levantas, depois queremos ver como é?
Arg. Não quero ir para lá, porque não posso fazer nada.
Resp. Por não poderes é que tens de ir.
(calou-se, por instantes)

Argumentações 5.ª fase: (a mais linda de todas, o exponente máximo das argumentações)
Arg. O meu cartão da segurança social não dá para lá.
Resp. Riso, muito riso. (se ela fosse uma avozinha de aldeia inculta, eu até me controlava, mas não, ela própria já não conseguia encontrar desculpas, e lembrou-se de pôr distrito, concelho e freguesia, no cartão). Calmamente expliquei, para não haver duvidas que o cartão dá em todo o lado, e que ainda no ano passado quando foi comigo á Dinamarca o cartão dava na mesma.
Começou a chorar, ou a fingir que chorava, lágrimas de crocodilo, disse-lhe eu! Argumentou mais e mais e mais sem parar. No fim olhou para mim meio zangada e disse: "sei muito bem que o cartão da seg. social dá em todo o lado."

Argumentação 6.ª fase:
Arg. Tenho muitas coisas para levar e que telefonar a muitas pessoas a dar recados e vou -me esquecer de tudo.
Resp. Fazemos-te uma lista, para não esqueceres nada.
Eureka!!! (ultrapassadas todas as argumentações, mas ainda com cara de abandonada, lá concordou). Foi de facto uma tarefa difícil, esta!
No dia seguinte, lá rumámos todos a casa, com a avozinha no carro é claro! No caminho ainda demos uma benece aos outros e ensinámos-lhes a tasca das sandes de leitão. (ou nunca nos perdoavam). Mas ela (a avó) não muda! Ontem á noite a minha mãe telefonou-me e disse que ela estava melhor. Logo a seguir ela veio ao telefone e disse que não estava nada melhor (é uma fiteira esta avó) dores à parte, disse logo que eu não ia visitá-la (desde o dia anterior, note-se) e que precisa de um jeitinho nos pés. Queria esta mimada ficar lá em cima, sozinha sem se poder mexer.
Argumentações e dores à parte, concretizámos o objectivo de arrastar a Samarquinhas e a viagem foi fantástica, e isso é que interessa!

terça-feira, novembro 21, 2006

Ser mãe é bem divertido! (parte II)

A Operação Chiquito foi concluída com sucesso, cá está ele todo lavadinho e perfumado. Naquela tarde deitei-o todo renovado na cadeirinha do carro, onde ficara de manhã e esperei pela reacção da sua dona, que se agarrou a ele aos beijos e abraços sem dar por nada. Eu que não podia ficar calada perguntei se tinha reparado como ele estava limpinho. Ela olhou para mim e disse: Ó mãe ele andava muito malcheiroso pois andava? ainda bem que tu lavaste o meu chico, mamãzinha boa!(por estas e por outras é que vale a pena ser mãe e esforçar-nos para não magoar o nosso baby) Sim, porque agora percebo que o problema dela não era o chiquito ser lavado e sim ter que se afastar dela em momentos cruciais de partilha entre os dois como dormir, ou arrastá-lo nas viagens até ao infantário ou até mesmo quando ele a distrai nas malfadadas horas de comer. Assim foi tudo muito mais fácil, porque quando ela voltou estava tudo normal e não teve que se privar do seu mais que tudo. E pensar que na noite de natal em que o recebeu disse que não gostava dele! As crianças surpreendem-nos mesmo, e ser mãe é ser surprendida e surprender todos os dias para que cresçam felizes...

sexta-feira, novembro 17, 2006

Ser mãe é bem divertido!

Quem já me conhece sabe que sou uma grande sonhadora e ando grande parte do meu dia a dia nas "nuvens" meio alheada de tudo. Talvez daí ter surgido a vontade de criar este blog. Uma bela maneira de partilhar os meus pensamentos, e momentos com quem não está todos os dias comigo.
Ultimamente na minha vida tenho tido maravilhosos momentos, coisas simples de todos os dias, que me apetece partilhar com algúem ás vezes até gritá-los ao sete ventos. É lógico que posso partilhá-los em casa, mas por vezes não é a mesma coisa , porque ao escrever o pensamento flui.
Hoje por exemplo, tenho pensado no que uma mãe faz por uma filha. Esta manhã a Bá levou para o carro o Chiquito (um boneco feito de meia que lhe deram no natal passado, e que dorme com ela todos os dias), ele só faz o caminho de casa até ao infantário, depois fica no carro até ela voltar porque tem medo que lho roubem ou estraguem (cuidadosa a minha filha!), e eu vinha no caminho a dizer-lhe que ele andava a cheirar mal e estava encardido e que teria de tomar banho, ela olhou para mim indignada e disse: Logo tenho que o levar para a minha avó!(À uma semana que eu digo que o dito cujo tem que ser lavado e à uma semana que ela me ludibria de modo a que eu não leve a minha avante, pois o que será dela se dormir uma noite sem o seu chiquito. (Esta história lembra-me o meu irmão que tinha uma almofada pequena que esfregava no nariz e nos olhos e chupava no dedo ao mesmo tempo, um dia a dita estava tão remelosa, mas tão remelosa mesmo que a minha avó decidiu fazer uma nova porque até lavar aquela já era impensável (o chiquito ainda não chegou a esse ponto deplorável), então ele deu em berrar que não queria a nova porque ela já não deitava. Não deitava o quê? perguntam voçês e pergunto-me eu à uns 27 anos. Talves não deitasse era os milhares de micróbios com os quais devia estar infectada. Hoje que sou mãe penso nisso de uma maneira diferente. Portanto eis o que eu decidi fazer ao chiquito para que a Bá não sentisse falta do seu mais que tudo e antes que dissesse que ele já não deita nada (sim porque se ele deitar alguma coisa é cheiro a mofo e às mijadelas com que ela rega a cama e o dito cujo volta e meia) e uma vez que ficou no meu carro a aguardar pela sua dona até à tarde, trouxe-a para o serviço e pedi na lavandaria que mo lavassem e secassem até à hora de o ir burcar. Logo deito-o lá no banco como se nada fosse e vamos ver se ela dá por alguma coisa. Quanto ao meu irmão nem uma almofada feita do mesmo tamanho com tecido igual iria resultar porque ela tinha mesmo uns biquinhos feitos de rachoca e remelas que ele esfregava nos cantos dos olhos e sabia-lhe que nem. Como o Chiquito não tem biquinhos deve passar despercebido. Isto de não magoar o imaginário das crianças é muito importante e ser mãe com estas aventuras é bem divertido.
Por hoje é tudo, até à minha proxima aventura maternal!